Depois dos assaltos a bancos e lotéricas, agora o foco dos criminosos são agências dos Correios.
Com a criação do Banco Postal e com o aumento das compras nas lojas virtuais as agências tornaram-se atraentes aos criminosos.
Apesar de atuar como Banco, as agências estão despreparadas, em se tratando de garantir a segurança para trabalhadores e para a população.
As câmeras não são suficientes para impedir a ação dos assaltantes.
Os seguranças contratados, muitas vezes, estão tão vulneráveis quando os clientes.
Na manhã do dia 7 de janeiro de 2016, uma quinta-feira, Edinande Marques Oliveira, 38 anos, foi morta durante um assalto a uma agência dos Correios, onde trabalhava como gerente, no município de Itagimirim, na região Sul da Bahia.
O crime aconteceu por volta das 9h30.
A ECT não apresenta dados sobre o número assaltos as agências e a trabalhadores dos Correios em atividade, mas com uma rápida pesquisa na internet é possível encontrar dezenas de reportagens e vídeos das câmeras de segurança registrando os assaltos.
Os Correios tem entre suas responsabilidades garantir a segurança dos trabalhadores e também dos clientes.
Nos casos pesquisados na rede, quando ocorre troca de tiros, a maioria das agências não possuem portas-giratórias.
A contratação de vigilantes, ao mesmo tempo que representa uma segurança, também aumenta o risco de troca de tiros.
O vigilante é parte de todo o sistema de segurança, que inclui, tanto uma proteção a prova de balas, como portas giratórias pra impedir o acesso do criminoso armado ao interior da Unidade, além do monitoramento com câmeras.
Para evitar que outro trabalhador perca a vida é necessário que a ECT elabore e execute um plano nacional de instalação de sistema de segurança, semelhante aos já existentes em agências bancárias.
- Assista a outros vídeos de assaltos as agências dos Correios
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